domingo, 9 de junho de 2013

Depoimento



Meu primeiro contato com a leitura, que eu me recorde, foi com gibis da “Turma da Mônica”. Meu pai trazia para casa um desses gibis todo final de semana quando voltava do trabalho. O mais engraçado é que ele não enxerga bem e não sabe ler e escrever por não ter terminado seus estudos, mas mesmo assim trazia os gibis sem saber como era importante eu ter contato com este universo. Isto é a prova de como a influência da família é necessária na educação e no aprendizado da criança antes mesmo dela ingressar a escola.
Lendo e escutando as opiniões de vários profissionais de diversas áreas sobre a leitura e a escrita, a entrevista com o cantor “Gabriel, o Pensador” me fez refletir o quanto nós professores somos importantes para o aprendizado dos alunos. Tentei me lembrar qual foi o primeiro livro que li incentivada por alguma professora e veio dois livros a minha cabeça: “O diário de Serafina” e “Se... Será? Serafina”. Pesquisei estes dois livros na internet e foi muito prazeroso ver a capa, os desenhos e recordar alguns trechos. Lembrei também que houve a proposta de fazermos nosso próprio diário, não sei o que escrevi, mas penso como este momento e tantos outros que não me lembro foram importantes para o meu desenvolvimento na leitura e na escrita.
Hoje pensando nesses livros e em muitos que já li, caracterizo a leitura como uma fuga da nossa própria realidade ou a ampliação da mesma.
Prof. ELIZABETH MARTINS KAGUIYA CARRARO

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