quinta-feira, 6 de junho de 2013

Depoimento sobre a leitura e escrita

Oi, sou professora de matemática na rede estadual de ensino desde 1985, atualmente fazendo mais um curso para  para melhorar minha pratica docente. Acredito que através da educação podemos ascender sempre, sou uma eterna aprendente.
Desenvolver o gosto pelo conhecimento e o prazer pela  leitura e escrita, é só uma de nossas tarefas enquanto educadores e formadores.


Quando aprendemos a ler e escrever é como se uma porta fosse aberta e então nunca mais veremos o mundo da mesmo foram que antes. Não sei como é viver sem esse conhecimento, mas imagino que seja como ver um texto em um idioma desconhecido, é como se todas as luzes estivessem apagadas e você  não encontrar a saída.
Meu gosto pela leitura foi despertado ainda na infância depois de alfabetizada por uma excelente professora com quem mantive contacto, mesmo ainda depois de adulta.
Tive o privilégio de estudar no Grupo escolar Dr. Antonio Carlos de Abreu Sodré, no interior de São Paulo com professores que extraiam o melhor de cada um de nós. Concursos de poemas, contos , qualquer fato tornava-se um pretexto para o exercício da escrita e leitura.
Uma marca desse tempo aconteceu quando uma colega de classe, mudou-se coma a  família para outro estado, por conta da transferência do pai. Minha então professora D Nely, ficou sabendo que essa garotinha estava muito triste pela mudança e distancia dos amigos de longa data. Fomos convidados então a escrever uma carta para ela em cada um esmerou-se nessa tarefa da melhor forma possível e toda a logística coube a nós, escrever, colocar no envelope em grupo junto com a professora, postar a carta no correio.
 Foi uma lição que nunca esqueci e quando cada um recebeu sua resposta em casa, foi um momento inesquecível, não era uma carta de amor, porém foi a primeira que recebi.
Hoje, graças à internet nos reencontramos e relembramos esse fato, que aconteceu na nossa infância  e mesmo depois de tanto tempo, deixou em nós a marca indelével da amizade e companheirismo.
Ilza Maria Bernardes de Oliveira



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